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26/12/2017

Pioneirismo, pesquisa e inovação no desenvolvimento de novas cultivares de alface

A alface é uma das principais hortaliças consumidas no Brasil. Importante para todos aqueles que buscam uma vida saudável, trata-se de um alimento de baixa caloria e excelentefonte de vitaminas, fibras e sais minerais.

Devido a sua origem mediterrânica, a espécie não apresentava, inicialmente, nenhuma adaptação às condições tropicais de cultivo no Brasil, sendo,por isso, cultivada apenas nas regiões sul e sudeste do país, no período de inverno. Mas foi graças a um trabalho intensivo de melhoramento genético que as cultivares passaram, gradativamente, a serem adaptadas às condições do clima tropical brasileiro. Neste contexto, a Sakata, antecedida pela Agroflora, ao longo de seus 49 anos de existência, desempenhou um papel muito importante no desenvolvimento de novas cultivares de alface.

Com um investimento contínuo no melhoramento genético convencional, foram incorporadas às nossas cultivares características como: maior tolerância ao calor, resistência genética às principais doenças da espécie e maior estabilidade de performance (rusticidade) para uma melhor adaptação às condições tropicais de cultivo.

Fruto deste trabalho está a introdução comercial de diversas cultivares de alface que se tornaram referência no mercado brasileiro, que quebraram paradigmas e proporcionaram grandes avanços tecnológicos na produção comercial da espécie. Dentre os exemplos de algumas destas cultivares estão:

- Cultivares do segmento “Lisa”: Áurea, Elisa, Regiane e Larissa;

- Cultivares do segmento “Crespa”: Verdes – Verônica, Vera, Vanda, Valentina, Milena, Isadora e Jade; e Roxas – Scarlet e Carmim;

- Cultivares do segmento “Americana”: Tainá, Silvana, Dora e Serena;

- Cultivares do segmento “Mimosa”: Mimosa SDA, Lavínia e Angélica;

- Cultivar do segmento “Romana”: Sophia.

A alface Elisa foi a primeira cultivar do segmento “Lisa” desenvolvida pela empresa. Em pouco tempo, tornou-se referência de mercado em função de sua maior tolerância ao calor, resistência ao LMV II e melhor formato e tamanho das plantas. Já com a variedade Larissa, uma introdução mais recente para o mesmo segmento, além de manter todas as características da Elisa, acrescentou também resistência ao Míldio. E a Verônica foi a primeira cultivar brasileira do segmento “Crespa” adaptada ao cultivo de verão. Tanto Elisa quanto Verônica mudaram o paradigma da produção de alfaces no Brasil. A partir de suas introduções, já era possível produzir alface no verão tropical brasileiro. Depois seguiu-se a introdução da variedade Vanda, que além da tolerância ao calor trouxe maior estabilidade de performance (rusticidade) e resistência ao LMV II. Outras introduções mais recentes foram as alfaces Valentina, que além de manter todas as características favoráveis da Vanda acrescentou resistências ao Míldio e à Murcha de Fusarium e a Milena, que surgiu com resistência ao Vira-Cabeça e Pythium.

Vencido o desafio inicial de viabilizar a produção de alfaces dos segmentos “Lisa” e “Crespa”, a Sakata seguiu para um novo desafio: melhorar também a performance das alfaces do segmento “Americana”. A Silvana, por exemplo, em função de sua estabilidade de performance (rusticidade), resistência ao Míldio e melhor qualidade de cabeça ampliou a janela de cultivo para as condições do inverno tropical brasileiro. Já as novas cultivares Dora e Serena ampliaram a janela de cultivo para o verão tropical brasileiro.

No passado, as pesquisas para o desenvolvimento de novas cultivares geneticamente superiores eram realizadas principalmente com base nas necessidades dos produtores: ganho em adaptação às condições tropicais de cultivo, aumento da produtividade, maior resistência ao ataque de patógenos e maior estabilidade de performance (rusticidade). Atualmente, o desenvolvimento de cultivares superiores precisa atender os diferentes elos da cadeia de produção e comercialização. Ou seja, do produtor ao consumidor final, passando por todos os elos intermediários da cadeia. Por isso, agora, a qualidade e a diversificação são os grandes desafios da indústria sementeira, para atender a todos os propósitos/finalidades desejadas do mercado.

Visando se antecipar às novas demandas, a Sakata ampliou o seu escopo do trabalho no desenvolvimento de novas cultivares, conduzindo projetos de pesquisas em duas macro linhas: a primeira com elevada adaptação ao cultivo em campo aberto e a segunda com elevada adaptação aos sistemas de cultivo protegido como, hidroponia, telados e estufas. Para as duas linhas de pesquisas, busca-se também atender a todas as outras demandas da cadeia de produção e comercialização desta hortaliça. As variedades Isadora, Milena e Jade, do segmento “Crespa”, são três dos primeiros frutos deste novo desafio. Plantas mais compactas, com alta resistência ao pendoamento prematuro e às principais doenças, são alguns dos atributos desta nova geração de cultivares.

Com isso, a Sakata reafirma o seu compromisso de dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento de novas cultivares mais eficientes e inovadoras, com o lema: “A Sakata você já conhece, na Sakata você pode confiar!”.

Boa Leitura!

Aniello Cutolo Filho, Coordenador de Pesquisa e Melhoramento da Sakata

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