Um novo ciclo, novas perspectivas

A Sakata acaba de encerrar o seu ano fiscal, que compreendeu o período de abril de 2017 a março de 2018, um ciclo marcado por ótimas conquistas, que motivam a empresa a iniciar um novo ano ainda mais confiante.

Contudo, sabemos que este foi um período também de muitas dificuldades tanto para o mercado de sementes de hortaliças, quanto para o de flores – reflexo da crise financeira e dos problemas políticos que assolaram o país nos últimos anos, afetando os hábitos de consumo da população.

Esta freada no consumo trouxe um efeito em cadeia, viabilizando apenas grandes volumes de vendas de produtos com baixo custo ou em promoções, uma vez que o consumidor viu seu poder de compra reduzido. A pressão por queda de preços pelos varejistas levou a uma significativa queda na inflação, de 10,7% em 2015, para 6,29% em 2016 e para 2,95% em 2017.Os alimentos tiveram redução de preços na ordem de quase 2% em 2017,e novamente quem pagou a conta foram os produtores, o que causou um desequilíbrio na cadeia de suprimento de insumos.

O cenário da comercialização de sementes mudou bastante: apresentou um crescimento médio anual de 15% nos últimos sete anos, porém, em 2017, houve um avanço de apenas 5%. O mercado reporta queda de até 4% nas vendas de sementes de hortaliças. Mais do que isso, presenciamos um cenário preocupante nos investimentos futuros em tecnologia neste próximo ano, devido à atual descapitalização do produtor.

Agora, iniciando um novo ano fiscal, a Sakata se depara com melhoras sensíveis nos indicadores econômicos, com o PIB aumentando em torno de 3%, o que deve ampliar um pouco as recontratações na área e a renda familiar, melhorando o consumo em geral. Tais mudanças indicam tempos melhores e a Sakata segue confiante na melhora dos negócios, buscando investir sempre mais na inovação de seus produtos e no aprimoramento de seus serviços, ajudando a cadeia produtiva a recuperar o ano perdido.

A Sakata está permanentemente ao lado dos produtores, apoiada pelo seu sistema de distribuição, na busca por uma melhor produção de hortaliças e flores para atender as necessidades e anseios dos consumidores. Contem sempre conosco!

Boa leitura a todos!

Marcello Takagui, presidente da Sakata Seed Sudamerica

Hipersensibilidade do Tomateiro: um desafio que exige múltiplas ações

No Brasil, o Vira-Cabeça do tomateiro (vide Figura 1) é causado por várias espécies do gênero tospovírus: CSNV, GRSV, TCSV e TSWV. Mais de 550 espécies de plantas, compreendendo mais de 70 famílias vegetais, são relatadas como hospedeiras potenciais destes vírus. Os tospovírus em solanáceas são transmitidos por tripes, principalmente Frankliniella occidentalise F. schultzei.

De acordo com Ricardo Giória, Coordenador de Fitopatologia da Sakata, ocontrole ineficiente de tripes, juntamente com os plantios sucessivos de tomate e as alterações climáticas significativas nos últimos anos são algumas das razões que favoreceram o incremento da população de tripes e o aumento na pressão de inóculo do Vira-Cabeça nas plantações de tomate.

Segundo o especialista, “em algumas regiões do Brasil, a pressão do patógeno se tornou tão alta, que um fenômeno científico – já conhecido, mas até então de rara aparição – tem se tornado frequente nas lavouras. Trata-se da Necrose Sistêmica (vide Figura 2), uma sintomatologia comum hoje em áreas onde são plantados híbridos de tomate com alto nível de resistência à Vira-Cabeça”, explica Giória.

Popularmente conhecida como “Hipersensibilidade do Tomateiro”, a Necrose Sistêmica normalmente ocorre em função da alta pressão de tripes associada a temperaturas mais elevadas. “Muitos produtores acreditavam que a introdução de variedades resistentes eliminaria a necessidade de controle do inseto vetor. No entanto, ao deixar o controle do inseto em segundo plano, o risco de perda de plantas se torna muito alto”, alerta o profissional.

Para Ricardo Giória, a realidade que se apresenta, com perdas representativas nas lavouras de tomate devido à alta incidência de insetos vetores com vírus, tem mobilizado o setor sementeiro para desenvolver novos híbridos de tomate com alto nível de resistência a tospovírus, disponibilizando ao mercado o lançamento de novas variedades, no intuito de proporcionar assim um novo cenário para a tomaticultura no país. Mas ele adverte que “as variedades com níveis de resistência estão inseridas neste contexto como parte importante de uma solução, visando o incremento da produtividade e também do lucro do produtor, contudo, o manejo integrado de pragas e doenças é fundamental para a sustentabilidade da tomaticultura”, salienta Giória.

Evento de lançamento da alface Jade reúne produtores do Cinturão Verde de São Paulo

No dia 28 de março, foi realizado um evento em Mogi das Cruzes, região do Cinturão Verde de São Paulo, para promover o lançamento oficial da alface Crespa Jade. Organizado pelo distribuidor Yoshida & Hirata, em parceria com a Sakata, o evento reuniu mais de 50 importantes produtores da região.

A programação incluiu um ciclo de palestras sobre temas diretamente ligados à cultura da alface, dentre os quais:

  • “Os Cinquenta Anos de Melhoramento Genético de Alface pela Agroflora – Sakata”, ministrada pelo Pesquisador Aniello Cutolo Filho;
  • “Apresentação e Posicionamento da Alface Crespa Jade”, proferida pelo Assistente Técnico Comercial, Paulo Robson Kaplum;
  • Palestra “Casos de Sucesso Regional de Jade e Dicas de Manejo”, abordada por Alexandre Ken, Seedman da empresa Yoshida & Hirata.

A nova variedade de alface se destaca por sua excelente qualidade visual: plantas grandes e volumosas, folhas com alta crespicidade e de coloração verde brilhante.

Por possuir grande quantidade de folhas do mesmo tamanho, possibilita a comercialização de diferentes formas, atendendo de forma satisfatória o mercado de alfaces higienizadas e/ou processadas.

Altamente adaptada às condições tropicais de cultivo e com ampla janela de plantio, a alface Jade pode ser cultivada em campo aberto e em sistema hidropônico. Possui ainda resistência ao pendoamento precoce e queima de bordos, agregando precocidade e resistência às principais raças de Míldio presentes no Brasil (1 a 16, 21 e 23) e a Pythium. Possibilita ainda flexibilidade na colheita, pois as plantas mantêm o padrão comercial por muito mais tempo, devido à sua grande durabilidade pós-colheita.

Conheça os produtos que são destaque no mês de abril!

Como parte da comemoração do seu cinquentenário, a Sakata Seed Sudamerica destaca mensalmente algumas variedades do seu portfólio de hortaliças e flores.

Neste mês de abril, as estrelas do portfólio são: as abobrinhas Adele e Kamileh, bem como o pimentão Magali R; e também a flor Marigold Proud Mari.

Conheça mais sobre estes produtos no link: http://www.sakata.com.br/50anos_abril

Beterraba Gloria alia rendimento e precocidade

A Sakata acaba de lançar Gloria, uma beterraba híbrida com alto potencial produtivo, desenvolvida para atender melhor as necessidades dos produtores e as tendências deste segmento de mercado no Brasil.

Vale destacar que o segmento de beterraba evoluiu bastante nos últimos anos no que diz respeito ao consumo, uso de sementes híbridas, técnicas de semeio, mudança de janela de semeio e armazenamento, registrando também uma concentração maior da colheita no final do inverno.

Com um ciclo que é, em média, sete dias mais precoce do que as demais variedades do mercado, a nova beterraba se adapta muito bem ao manejo convencional dos produtores, proporcionando maior produtividade por hectare e colheita antecipada. O ciclo precoce possibilita ainda redução no custo total da lavoura, principalmente em relação à diminuição do número de irrigações e outros tratos culturais necessários.

Outros grandes atributos da beterraba Gloria são a excelente qualidade de raiz, pele lisa, formato arredondado e colorações interna e externa muito intensas.