Vira-cabeça em alface: saiba quais são as medidas necessárias para prevenção e controle da doença

Tospovírus (Vira-cabeça)
Tospovírus (Vira-cabeça)

Uma das principais doenças que atingem a cultura da alface é o Vira-Cabeça, causado por espécies de vírus do gênero Tospovirus, família Bunyaviridae. Atualmente, os mais importantes complexos virais que infectam a alface são: “Tomato Spotted Wilt Virus” (TSWV), “Groundnut Ringspot Virus” (GRSV), “Tomato Chlorotic Spot Virus” (TCSV) e “Chrysanthemum Stem Necrosis Virus” (CNSV).

Segundo Talita Scholl, Gestora de Produtos da Sakata, “os sintomas mais comuns são observados primeiramente no pecíolo e no limbo das folhas internas, mais novas, onde aparecem lesões marrom claras, que escurecem com o tempo”. A profissional detalha que “estes sintomas podem ser confundidos com os mesmos sintomas de doenças fúngicas ou bacterianas, principalmente se ocorrer infecção secundária por estes microrganismos. Às vezes, os sintomas ficam restritos a um só lado da planta, fazendo com que ela fique destorcida pelo crescimento diferenciado nos dois lados. Em infecção tardia, frequentemente observa-se necrose generalizada das folhas levando à murcha e ao colapso da planta”.

As medidas de controle do Vira-Cabeça baseiam-se na produção de mudas sadias, aplicação do inseticida no campo e no período prévio ao plantio, assim como rotação de culturas e eliminação de plantas hospedeiras, para reduzir a população do tripés. “Concomitantemente a todas estas medidas, é fundamental o uso de variedades mais resistentes, como é o caso da alface crespa verde Milena,  que possui moderado nível de resistência ao Vira-Cabeça (tospovírus) e ao Pspp (Pythium)”, destaca a gestora.

Pythium
Pythium

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